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Linha esquerda

Blog mais virado para a política, tudo feito pelo telemóvel, perdão pelas gaffes. Mas algo para lerem nos transportes públicos ou onde quiserem. Leitura sempre rápida!

Linha esquerda

28
Nov18

Auto flagelo


Raf


Boas, vou comentar uma falsa ideia de conceção histórica que infelizmente tenho lido em alguns locais por parte de irmãos que respeito.

Vou divagar um pouco, mas este post fica já como uma ideia geral, e aberto a debate.
O tópico será a escravatura.


Muitos “iluminados” que de facto procuraram encontrar algo mais sobre as suas raízes, no contexto de inclusão autodidata, ou apenas um pouco mais, do que estudamos na escola em Portugal, pode se ter deparado com informação importante, mas a digestão foi feita de maneira incorreta, o que os faz cair no ridículo de comentar que o destino do africano sempre esteve nas suas mãos, quando se fala da escravatura.


O que podem ter realizado é correto! A imagem do colono branco, a retirar o africano da sua terra não é uma foto assim tão clara ou uma resposta satisfatória para o quadro que pintam da escravatura, mas calma! Não se pode imediatamente cair em conclusões distorcidas.


Existiram na época escravos, que caíram nas mãos dos europeus, por guerras tribais ou rapto para venda, planeado e orquestrado por parte dos próprios africanos, sim! mas foram casos minúsculos em números e importância no controle do trafico de seres humanos pelos oceanos afora, esta “descoberta” que pensam ser a resposta para o cubo de rubrik, de maneira alguma, apaziga e modifica o flagelo que foram as embarcações de navio e trabalho forçado escravistas.


Foi um processo fomentado por europeus, que muito instigaram guerras tribais e forçaram a sua entrada devastadora em terras que não eram suas.
O facto dos historiadores, não se focarem, em estas narrativas “do negro vendeu o negro” quer dizer simplesmente que foram acontecimentos de pouca frequencia, e não ignorância histórica da nossa parte
Existe muitos uncle tom modernos, que com a arrogância de conhecimento não datado e historicamente complexo, instigam outros a desrespeitar os seus antepassados.
Pois isso não podemos permitir.