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Linha esquerda

Blog mais virado para a política, tudo feito pelo telemóvel, perdão pelas gaffes. Mas algo para lerem nos transportes públicos ou onde quiserem. Leitura sempre rápida!

Linha esquerda

13
Jan19

Contemplando um futuro justo


Raf


Boas, o que vão ler neste texto, é apenas um exercício especulativo e carente de muitas provas concretas, mas é assim que eu gosto de me desafiar, e recomendo a todos fazer o mesmo. Afinal somos membros de um aglomerado democrático, e o nosso papel na ordem politica, não é apenas votar, tal como em outros aspetos temos o direito como constituintes de manifestar as nossas ideias, em prole de uma sociedade justa.


Eu tenho alguma dificuldade em entender, que tipo de jogo as elites económicas e forcas politicas nos fazem jogar. Sinceramente digo sem ironia “estou farto de levar porrada”, passo entao para um estado, em que questiono como poderíamos “modificar”, a e até utopicamente falando, como tornar o estado obediente ás nossas necessidades.


Vejo a situação assim, a criação do modelo económico que revolucionou a Europa, e consequentemente os EUA entre tantas nações, está distorcido e acabado. Pois vive de um fator elementar para se sustentar o “ser humano”, as nossas falhas pessoais não permitem um processo igualitário, onde a troca de bens e valores são flexíveis de acordo com a demanda e procura.

Foi sem duvida um BOOM, comparando com o feudalismo de 200 anos atrás, mas nem com as constantes formulas matemáticas, que nos impingem para proclamar, como um sistema justo para todos, e sem falhas, as crises já provaram o que eu temia, um sistema económico que tenha como variável e foco absoluto, mão humana direta, cai na desgraça.


Que resposta tenho para evitar, a nossa irremediável queda? Confiança!. Dado que uma crise neste regime económico em vigor é um facto garantido, (mas escondido de nós). Algo tem de mudar, alguns sistemas alternativos, que são vistos como extremistas, podem me seduzir e até apostava as minhas fichas que tal mudança, seria benéfica.

Por agora, conforto-me em gerir algumas ideias, que tenho e posso apresentar.

Tento procurar maneiras de “estancar” a ferida e iniciaria o processo com:


Uma renovação no nosso sistema educacional, mais humanismo e menos robótica, formar pensadores conscientes e não máquinas, é um passo que daria frutos, pois os miúdos de ontem são os políticos, gestores, educadores de hoje.

Posso aprofundar um pouco, não digo que o nosso sistema de ensino seja fraco, é ate muito bom na minha opinião, mas o humanismo e ideais de carácter que se colam a nós, ficam sujeitos à base de ensino do professor ou educador. Teriam que ser medidas gerais, saímos do “esta aqui a matéria”, para foco em temas e tópicos que desenvolvam no estudante, a procura por mais, fora da escola, um carácter auto didático que começasse a entrar nas suas mentes. Não se trata de propaganda para miúdos, mas sim o primeiro passo para a mudança, a renovação que falo, seria feita de maneira leve, e precocemente introduzida.

Foco me na educação, pois é para muitos a segunda referencia e influencia depois dos pais. E a mais importante no aspeto, de conhecer o nosso mundo e intercambio humano.


Com o primeiro e mais importante pilar a ser construído, poderíamos olhar á nossa volta, e expor a luz no lucro obsceno que as empresas privadas fazem, neste especto não estaríamos a lidar com mentes “virgens” como a de um estudante, mas sim cidadãos adultos, seria necessário quebrar conceitos dogmáticos, e neste especto, a melhor abordagem seria, mexer com emoções, expor o quanto injusto são os lucros. Com muito trabalho desenvolver ideias nas mentes das pessoas, (que eu pessoalmente acredito), que sim! Eu valho mais, não me resigno com tao pouco. Quero uma divisão justa!


É quase como apelar ao senso comum, mas o sistema está orquestrado de uma maneira tão forte, que um cidadão que ganhe 600$ por mês, acha normal outro ganhar 10.000$. Também posso aprofundar um pouco neste especto.

Na minha opinião muitas pessoas olham para os ganhos e lucros do privado, como obtidos de uma economia paralela, e o estado como o principal inimigo. Está errado! são ambos irmãos. Estao juntos no mesmo mercado, e se auto ajudam para lucros extremos. O nosso papel para a construção de impérios empresariais, ultrapassa a compra dos seus bens, somos nós a sua mão de obra, somos nós que colhemos a matéria prima. Entao porque um retorno tao pequeno? Algo a reflefir.


O mercado! em momentos de prosperidade, onde se fazem 7 dígitos e muito mais por dia, porque raio, o mercado não nos faculta o suficiente para nos auto sustentar durante uma das suas quedas de volume? Pois ai algo tinha de mudar.

Em momentos iniciais medidas fortes de regulamentação tinham de ser impostas, e dado o sistema que vivemos, utilizar e alcançar ainda mais longe as propostas e leis efetivas de escola keynesiana, que foram abarroadas por o neo liberalismo das ultimas décadas.

Seriam medidas justas, para ultrapassar alguns obstáculos e no futuro, atingir um sistema de mercado para todos. (Que ai deixava nas mãos das nossas jovens mentes).
Na superfície, seriam medidas como: o fim de monopólios, banir especulação, dumping, lucros que ultrapassem um numero (que seria consciente e bem estudado), partilhar os dividendos e lucros de maneira acentuada, entre produtores e mercadores.


Para terminar, e ai está o porque de medidas como as que aqui escrevi não sejam comuns e aceites, volto á minha primeira palavra, confiança! Em nós, que poderíamos entender como e quando agir, que a realidade de uma sociedade justa, sem necessidade de atropelos, fosse conquistada.

 

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