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Linha esquerda

Blog virado para filosofia, consciência política e poesia, escrevo em inglês e português. Tudo feito pelo telemóvel, perdão pelas gaffes. Bem-vindos.

Linha esquerda

07
Jan19

O embate de ideias, como debater o extremismo radical!


Raf

Boas, quando confrontado com ideias que não concordamos, como nos casos que estou apontar no titulo, totalmente erradas, não por ideologia mas sim por moralidade humana, deve se sempre ser racional e compreender que o interlocutor das palavras, apesar de estar errado aos nossos olhos e espero da sociedade em geral, muitas vezes não age de má fé.


Têm se portanto de abordar o assunto da maneira mais simplicista possível. Somos todos adultos e sabemos que em temas como a politica, muito dificilmente dentro de um embate de curta duração, se obtêm um veredicto conciso, o que digo com isto? Facilmente termina com o “são todos corruptos”, onde ambos os lados consentem para terminar a discórdia.


Onde quero chegar é simples, durante a conversa o ego do “ok, eu estou certo”, tem de desaparecer. O papel corporal também é importante, o simples ato de abanar a cabeça em desagrado, quando algo que discordamos vem á tona pode deixar o individuo irritado e visualizar a manobra física, como um traço de arrogância, deve se entao ser cauteloso dependendo da atitude que vizualizamos e a que projetamos, temos de ser, um camaleão. E apenas intervir, quando as ideias mais radicais ou exemplos mais gráficos aparecem. A pessoa quer ser ouvida, não educada portanto na fase de intervir, deve se alimentar QB as suas ideias, mas apresentar cenários onde elas possam ser maleadas.


Dependendo do nível de confiança pessoal que se tem com a pessoa, pode se apresentar estatísticas sem as ter na mão por muito contrarias que sejam á realidade que o individuo possua, mas que defendam o nosso ponto de vista.


Uma aproximação viável, também passa por encontrar buracos no argumento da pessoa, e esperar os momentos certos para apontar-lhos, preferencialmente quando se contradizem diretamente, ai intervimos com autoridade. Assim se consegue um respeito, visto que o individuo compreende que a sua narrativa não é a prova de bala.


A conversa tem sempre de se concentrar no assunto e estar sobre nossa alçada, não podemos fugir muito do tópico, questões de teor histórico ou perguntas de cultura geral, são “fillers” que alguns individuo encontram para desorganizar o nosso pensamento. Portanto apontar seriamente, de que não fazem parte do argumento em curso, é importante. Alias só ai já se demonstra que o individuo esta a cair nas suas propiás rasteiras e a demonstrar debilidades.


Uma pausa para pensar é sempre bom, mas pode nos olhos de muitos ser vista como uma fraqueza intelectual, caso questionado, tem de ser vincado, que se trata do “nosso” momento para digerir o que foi dito. O que também pode entregar enfase ao nosso lado mais humano, e demonstrar quanto repugnante (possível hipérbole) achamos o ponto de vista do mensageiro.


O controlo do argumento pode muito facilmente ser guiado por nós, algo que muitos já sabem e que quando interpelado por esquemas mais confusos, devemos apresentar o nosso argumento e analogias baseados na nossa área de expertise, seja quimica,filosofia ou matemática
O lado emocional é importante, todos temos um “soft spot”, que tanto pode ser usado para causar dano ou modificar atitudes, neste caso o “modificar atitudes” é melhor utilizável, portanto o uso de suavidade e exemplos com a qual o individuo se possa identificar são importantes.


São apenas ideias para serem utilizadas com mentes confusas por propaganda, familiares ou amigos próximos.
Para terminar, isto é apenas um exercício que partilho, ninguém é um robô e interações destas são sempre casuais ou até sofríveis, o que desejo sempre após um embate destes, não é ouvir o “tens razão”, mas sim semear a duvida.
Ai reside a conclusão deste texto.

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