Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Linha esquerda

Blog mais virado para a política, tudo feito pelo telemóvel, perdão pelas gaffes. Mas algo para lerem nos transportes públicos ou onde quiserem. Leitura sempre rápida!

Linha esquerda

09
Nov18

O estado da democracia


Raf


Boas, hoje vou comentar o estado da democracia sem grande enfase em estatísticas, mas em um ponto de situação recente.

Posso escrever com convicção que apesar de o governo não ser perfeito e ter muitas falhas, a coligação de esquerda foi a melhor solução para o pais. As constantes concessões e privatizações de empresas publicas colocou-nos em estado de desvantagem democrática, as vendas em períodos de austeridade só beneficiaram os aglomerados privados. É a base de ciclos do capitalismo, em tempos de crise comprar barato e se aproveitar do desespero dos mais desesperados por capital, o mais rápido possível, é positivo e recomenda se.

Os nossos impostos servem basicamente para engordar os bancos, instituições privadas e propaganda anti sindical, entre outras medidas que apenas prejudicam a base mais pobre do pais.
Socorrer os bancos durante a crise pareceu boa ideia, engolindo ativos tóxicos e restruturando dividas com dinheiro publico, que tal os ter deixado cair? E ai negociar contas, sem os absorver. Não é o que fazem ao cidadão comum?

As instituições privadas beneficiam de créditos e ajudas sem precedentes, são também quem compra os nossos políticos, ganhando diretamente direito a legislação que apenas os faz mais ricos e poderosos, são imunes a crises, e contam com absurdos projetos anuais de ganho capital. Oferecem salários que nos fazem dependentes dos seus bancos, com a adesão a linhas de credito a subir. Que endividam milhares de portugueses por dia.

A propaganda é orquestrada por vários meios, como a triste ideia que muitos tem, da falta de eficácia dos sindicatos, apenas nos separando, sentimento realista em parte, mas que ganha fulgor com politicas de divisão. O velho ditado do “povo unido” muito os assusta. Bem, 3 dos muitos pontos, que vou continuar a discutir no blogue.