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Linha esquerda

Blog mais virado para a política, tudo feito pelo telemóvel, perdão pelas gaffes. Mas algo para lerem nos transportes públicos ou onde quiserem. Leitura sempre rápida!

Linha esquerda

06
Dez18

O futuro do extremismo


Raf

Não vai durar para sempre Srs.
Boas, hoje em conjunto com o que observo da evolução politica do nosso pais, vou especular o que o futuro nos pode trazer no corrente panorama.
Temos vivido bons tempos, a esquerda ganhou ímpeto no eleitorado, muito devido á asfixia criminosa do governo anterior. A direita, procura opções e penso que já encontrou em parte, uma fratura de caracter interessante e que vai ser alimentada por frustrações e ignorância de uma potencial base eleitoral, passo a clarificar mais tarde.


Vou tentar exprimir, porque se observa um discurso menos agressivo (pre eleições) da direita. Primeiro de tudo o PSD tem a sua imagem gasta, estao em renovação de casa, e não vão perder a sua presença politica por culpa de um ciclo eleitoral falhado, por muito que se negue, uma presença forte na oposição é o suficiente para garantir estabilidade, para mais tarde avançar no momento certo.


O que eu observo, e que muitos podem discordar, é que parte de uma classe da sociedade, como o trabalhador “estável”, no sentido de não depender ou receber muitas ajudas do estado, observa o conservadorismo “eufemismo” e preconceito contra minorias por parte de partidos de direita, como algo aliciante, cada vez que se aumenta abonos, apoios da SS, a indignação começa a se demonstrar.

O fosso que existe entre pobres e ricos vai aumentando em vez de se questionar racionalmente a inequalidade, utilizasse o tal bode expiatório dos que “não querem trabalhar” ou os que só “recebem do estado”, esta é uma perceção turvada que não se baseia em estatísticas.


Que problema pode trazer na longa maratona? Especulo que estes indivíduos se movimentem em largas quantidades para o extremismo, e lá vão encontrar, não as respostas que necessitam, mas as que querem ouvir. Eu tenho noção desta realidade pois como trabalhador que desconta, tenho um certo desagrado por, ver outros a depender dos meus impostos, tenho é a capacidade de não entrar em euforias, e compreender que em democracia temos varias camadas, e não sinto a necessidade de descarregar a minha frustração nos co dependentes de abonos.