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Linha esquerda

Blog mais virado para a política, tudo feito pelo telemóvel, perdão pelas gaffes. Mas algo para lerem nos transportes públicos ou onde quiserem. Leitura sempre rápida!

Linha esquerda

09
Nov18

O nosso regime educativo


Raf

 

Boas, já sai da escola á muito tempo, tenho apenas agradecer os meus professores, a fundação do meu caracter, em conjunto com os pais claro.

 

Este texto não é um ataque, mas sim uma observação do método de ensino em Portugal, sem generalizar e olhando para o que vivi e aprendi.

 

Ao crescer estive em contacto com outros humanos, não tinha essa perceção, mas sendo agora amigo de alguns, os professores tem filhos, ideologias e vida pessoal.

Encontrei varias personalidades, que quebraram estigmas e me envolveram no estudo. Tirando o grande profissionalismo e atenção, os professores estão presos a não se exprimir totalmente, ou seja a ter que seguir um livro, debitar normas e conceitos que não se afastem muito do que as editoras e o Ministério da educação permite.

 

Prova disso são disciplinas como filosofia que são lecionadas muito tarde, e já permitem um maior poder de argumento e instigação intelectual que muitas disciplinas não conseguem. Estamos a criar gerações de robôs de linha, quem levanta o dedo e tem a coragem de discordar com algo, é imediatamente corrigido pelo o que os manuais dizem, não pelo professor.

 

A verdade tem muitos tuneis, não se trata de algo seguro ou uma certeza inquestionável.

Os avanços tecnológicos levam as escolas a alimentar cursos desta base. Não sou contra, temos de qualificar a nova geração para não ficarmos atras.

Mas em parte, os autodidatas como existia décadas (ou seculos) atrás são os que vem o prisma de maneira mais aberta, tem noções ideológicas e se encontram a par de problemas que se calhar outros não se apercebem.

 

Temos uma carta de ensino que pede para obedecer e não questionar. Bem ditos os professores, que mesmo dentro deste panorama, tomam o seu tempo para ouvir e esclarecer. Como muitos que encontrei.

 

O que desejo? Maior abertura e ambiente para florescer questões fundamentais em idade nova, quebrar as correntes de copy paste dos livros para a folha de texto. Tentar interiorizar um sentido de responsabilidade e não guiar alunos para a casa de instituições que os explorem, ou colocar os jovens em padrões já uniformizados